Jean-Baptiste Lamarck
Ideias evolucionistas são bem antigas e já estavam presentes em escritos de filósofos da Grécia pré-socrática exemplo. No entanto, foi somente no final do século XVIII e início do século XIX que alguns naturalistas passaram a adotar ideias evolucionistas para explicar a diversidade do mundo. O mais importante deles foi o francês Jean-Baptiste Lamarck Antoine de Monet, (1744-1829), que, por seu título de Cavaleiro de Lamarck ficou conhecido como Jean-Baptiste Lamarck. Em 1809, em seu livro Philosophie zoologique(Filosofia zoológica), ele propôs a primeira teoria baseada em argumentos coerentes para explicar a evolução biológica. Essa teoria ficou conhecida como Lamarckismo.
Lamarck acreditava que os organismos atuasis sugiram por trasnformações sucessivas de formas mais primitivas. Ele admitia que os seres vivos mais simples haviam surgido espotaneamente a partir de matéria não viva, modificando-se ao longo de incontáveis gerações. Para Lamarck, assim como um ovo se desenvolver e evolui para um organismo adulto, o mundo orgânico também evoluíra de organismos mais simples para os mais complexos, culminando com a espécie humana. Ele não acreditava na extinção biológica, mas pensava que o desaparecimento de uma espécie ocorria em consequência de sua trasnformação em outra, ou seja, evolução.
Com base na obervação de que certos corporais se desevolvem quando muito utilizados e atrofiam-se quando poucos solicitados, Lamarck elaborou a Lei do uso e do desuso. Ele supôs então que características pelo uso intenso ou pela falta de uso dos orgãos poderiam ser transmitidas à descendência; ideia que ficou conhecida como lei da tranmissão de caracteres adquiridos. Essas duas leis constituem a essência do lamarckismo.
Um dos exemplos mais utilizados por Lamarck para ilustrar suas ideias é a ausência de pernas nas serpentes atuais, atribuídas por ele à falta de uso dos membros locomotores nos ancestrais desses animais. A adaptação a um modo de vida rastejante teria levado os ancestrais das serpentes a utilizar pouco as pernas, que tenderiam a se atrofiar(lei do uso e desuso). A atrofia seria transmitida à descendência(lei da transmissão dos caracteres adquiridos)ao longo das gerações, resultando no desaparecimento completo das pernas nas serpentes atuais.
Hoje sabe-se que as alterações causadas pelo uso e desuso dos orgãos corporais não se transmitem à descendência, o que invalida a explicação de Lamarck para a evolução biológia. Ele teve no entanto, o grande mérito de ter chamado a atenção para o fenômeno da adaptação dos seres vivos ao ambiente, que seria resultado das modificações lentas e graduais dos seres vivos ao longo de inúmeras gerações. Por não apresentar um mecanismo convincente para explicar a evolução biológica, e por não ter sugerido relações de parentesco evolutivo entre as diferentes espécies, a teoria de Lamarck não chegou a abalar o criacisomo Isso só viria a ocorrer um pouco mais tarde com as ideias evolucionista de Charles Darwin.
A importância de Larmarck para o pensamento evolucionista se evidencia ao lermos o que Darwin escreveu sobre ele em 1861: "Lamarck foi o primeiro a tirar conclusões excitantes, que despertaram minha atenção. Esse tão justamente celebrado naturalista foi o primeiro a prestar o eminente serviço de chamar a atenção sobre a possibilidade de todas as mudanças do mundo orgânico, e mesmo inorgânico, serem resultados de leis naturais, e não de interferências milagrosas".
Charles Darwin
sábado, 22 de dezembro de 2012
Gregor Mendel.
Gregor Mendel, Pai da Genética.
Gregor Johan Mendel nasceu em 1822, no vilarejo de Heinzendorf, no nordeste da Morávia; essa região, na época pertencia à Austria e atualmente faz parte da República Tcheca. Mendel, querendo continuar a estudar, porém impossibilitado porque seus pais eram agricultores pobres, resolveu entrar como noviço no mosteiro agostiniano de São Tomás, na cidade de Brünn. Quatro anos mais tarde, em 1847, ele virou padre.
Durante seu noviciado, Mendem aprendeu ciências agrárias e técnicas de polinização artificial, que permitiam realizar cruzamentos entre variedades de plantas. Terminada a formação básica, Mendel assumiu o posto professor substituto em uma escola da região, passando a lecionar Latim, Grego e Matemática. Com o objetivo de obter um diploma definitvo de professor, ele se submeteu a exames de competência em Viena mas foi reprovado. Os examinadores, no entanto, o recomendaram à universidade vienense, pois viam como alguém que podia se aprofundar nos estudos. Com a permissão de seus superiores do mosteiro, Mendel estudou em Viena entre 1851 e 1853. O curso formalmente escolhido foi Física, mas Mendel assistiu a cursos adicionais de Matemática, Química, Zoologia, Botânica, Fisiologia vegetal e Paleontologia.
Em Viena, Mendel teve professores renomados, que o influenciaram positivamente em relação às questões científicas. Com o físico e matemático Andrea Ritter von Ettingshausen (1796-1878), ele entrou em contato com métodos quatitativos e experimentais em ciência, utilizados mais tarde em seu trabalho com ervilhas. Outro professor que exerceu grande influência sobre Mendel foi o botânico Franz Unger (1800-1870), especialista em anatomia e fisiologia das plantas. Unger era um pesquisador ativo e descobriu, entre outras coisas, os anterozóides do musgos.
Durante sua estada em Viena, Mendel se dedicou a estudar a hibridação em plantas, adquirindo diversos livros e artigos sobre o assunto, entre os quais alguns sobre hibridação em ervilhas. Retornou ao mosteiro de Brno em 1853e em 1856 voltou a Viena para se submeter aos exames para o magistério, tendo sido novamente reprovado. Ao que tudo indica, o motivo da reprovação se deveu à divergência entre as ideias de Mendel e as de um examinador quanto à reprodução sexuada em plantas( segundo os historiadores, Mendel é quem tinha razão). Nessa época, ele já havia começado a realizar experimentos com ervilhas e o desapontamento com a carreira acadêmica foi trabalançando por seu entusiamo com a pesquisa recém-iniciada.
Durante seus estudos em Viena, Mendel conheceu as grandes questões a serem respodidas pela Biologia, entre as quais se destacava a hereditarieade. Tendo aprendido as técnicas de hibridização em plantas e estudado diversos trabalhos nessa área, ele concluiu que uma das maneiras de investigar o problema da hereditariedade seria por meio de cruzamentos entre variedades que diferissem quanto a características hereditárias.
A biografia de Gregor indica que ele não era leigo em ciência. Se fosse, não teria conseguido fazer descobertas tão importantes no campo da hereditariedade. Suas ideias eram tão avançadas que não foram compreedidas na época, só vindo a ser redescobertas 35 anos mais tarde, por Correns, De Vries e Tschemark.
Gregor Johan Mendel nasceu em 1822, no vilarejo de Heinzendorf, no nordeste da Morávia; essa região, na época pertencia à Austria e atualmente faz parte da República Tcheca. Mendel, querendo continuar a estudar, porém impossibilitado porque seus pais eram agricultores pobres, resolveu entrar como noviço no mosteiro agostiniano de São Tomás, na cidade de Brünn. Quatro anos mais tarde, em 1847, ele virou padre.
Durante seu noviciado, Mendem aprendeu ciências agrárias e técnicas de polinização artificial, que permitiam realizar cruzamentos entre variedades de plantas. Terminada a formação básica, Mendel assumiu o posto professor substituto em uma escola da região, passando a lecionar Latim, Grego e Matemática. Com o objetivo de obter um diploma definitvo de professor, ele se submeteu a exames de competência em Viena mas foi reprovado. Os examinadores, no entanto, o recomendaram à universidade vienense, pois viam como alguém que podia se aprofundar nos estudos. Com a permissão de seus superiores do mosteiro, Mendel estudou em Viena entre 1851 e 1853. O curso formalmente escolhido foi Física, mas Mendel assistiu a cursos adicionais de Matemática, Química, Zoologia, Botânica, Fisiologia vegetal e Paleontologia.
Em Viena, Mendel teve professores renomados, que o influenciaram positivamente em relação às questões científicas. Com o físico e matemático Andrea Ritter von Ettingshausen (1796-1878), ele entrou em contato com métodos quatitativos e experimentais em ciência, utilizados mais tarde em seu trabalho com ervilhas. Outro professor que exerceu grande influência sobre Mendel foi o botânico Franz Unger (1800-1870), especialista em anatomia e fisiologia das plantas. Unger era um pesquisador ativo e descobriu, entre outras coisas, os anterozóides do musgos.
Durante sua estada em Viena, Mendel se dedicou a estudar a hibridação em plantas, adquirindo diversos livros e artigos sobre o assunto, entre os quais alguns sobre hibridação em ervilhas. Retornou ao mosteiro de Brno em 1853e em 1856 voltou a Viena para se submeter aos exames para o magistério, tendo sido novamente reprovado. Ao que tudo indica, o motivo da reprovação se deveu à divergência entre as ideias de Mendel e as de um examinador quanto à reprodução sexuada em plantas( segundo os historiadores, Mendel é quem tinha razão). Nessa época, ele já havia começado a realizar experimentos com ervilhas e o desapontamento com a carreira acadêmica foi trabalançando por seu entusiamo com a pesquisa recém-iniciada.
Durante seus estudos em Viena, Mendel conheceu as grandes questões a serem respodidas pela Biologia, entre as quais se destacava a hereditarieade. Tendo aprendido as técnicas de hibridização em plantas e estudado diversos trabalhos nessa área, ele concluiu que uma das maneiras de investigar o problema da hereditariedade seria por meio de cruzamentos entre variedades que diferissem quanto a características hereditárias.
A biografia de Gregor indica que ele não era leigo em ciência. Se fosse, não teria conseguido fazer descobertas tão importantes no campo da hereditariedade. Suas ideias eram tão avançadas que não foram compreedidas na época, só vindo a ser redescobertas 35 anos mais tarde, por Correns, De Vries e Tschemark.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Fotossíntese
A fotossíntese é um processo que utiliza o carbono do CO2 para fazer matéria orgânica e usa a luz como fonte de energia. A fotossíntese se divide em duas etapas, a etapa clara(Fotoquímica) e a etapa escura(Química). Na fotoquímica é onde ocorre o aproveitamento da luz, na etapa química o uso do CO2.
Para etapa química fazer a matéria orgânica com o CO2, ela precisará de fontes de energia que será o hidrogênio e elétrons que virão da etapa fotoquímica. A fotoquímica usa a energia da luz para produzir ATP e ser usado na etapa química. Na fotoquímica, ocorre o uso da água para retirar os elétrons e hidrogênios e repassar tudo para a molécula NADP que logo mais se converte em NADPH quando recebe.
Quando a fotoquímica produzir ATP e NADPH para a estapa escura, o ATP será a fonte de energia, o NADPH será a força redutora porque quem recebe hidrogênios e eléntrons, reduz. O NADPH é quem vai fornecer os hidrogênios e elétrons para reduzir o CO2.
Quando a etapa fotoquímica retira os hidrogênios e os elétrons da água é liberado O2 como resíduo. E quando a etapa química consome ATP e NADPH ela devolve para a fotoquímica o ADP e o NADP .
Cloroplasto.
O cloroplasto é movido pela membrana interna e externa. A parte interior se chama estroma e dentro dele tem dois tilacóides e os tilacóides formam vários granuns.
A fotoquímica ocorre na tilacóide e a absorção da luz vem dos pigmentos chamados de clorofila.
A clorofila é feita de uma cauda de hidrocarboneto com uma estrutura redonda com átomo de magnésio.
O magnésio absorve a energia da luz e a cauda de hidrocarboneto serve para fixar a clorofila na mebrana da tilacóide com camadas lipídicas. A molécula de clorofila se reúne na membrana da tilacóide com uma série de pigmentos formando o complexo da antena.
Fotossistema.
Etapa Fotoquímica
A etapa fotoquímica envolve dois fotossistemas que são o P680 e o P700. É P680 porque ele absorve energia luminosa no comprimento de onda de 680
A descoberta da Meiose.
August Friedrich Leopold Weisman
Em 1885, o biólogo alemão August Friedrich Leopold Weisman (1834-1914) propôs uma hipótese para explicar a constância do número de cromossomos de uma geração para outra. Ele previu acertadamente que na formação dos gametas devia ocorrer um tipo diferente de divisão celular, em que o número de cromossomos das células-filhas seria reduzido à metade. Esse processo é atualmente conhecido como Meiose.
Na época, as observações mais importantes sobre o compotamento dos cromossomos na formação dos gametas estavam sendo realizadas no verme nematóide Ascaris Megalocephala, atualmente chamado de Parascaris equorum, a lombriga de cavalo. As células desses vermes apresentam apenas quatro cromossomos de grande tamanho, o que facilita seu estudo.
Três citologistas merecem referência especial nos estudos pioneiros sobre os cromossomos na meiose: os biólogos alemães Theodor Heinrich Boveri (1862-1915), Wilhem August Oskar Hertwig (1849-1922) e o biólogo belga Edouard van Beneden (1846-1912). Eles descobriram que durante a formação doa gametas, ocorrem duas divisões celulares sucessivas as outras, após uma única duplicação cromossômica, de modo que as quatro células-filhas formadas ficam com a metade do número de cromossomos existentes na célula original, como Weisman previu o que deveria acontecer. Essas duas divisões consecutivas, semelhantes à mitose, compõem o processo de meiose(Do grego meíosis, diminuição).
Meiose.
As células que dão origem a gametas são denominadas células germinativas. Em Parascaris equorum, elas apresentam dois pares de cromossomos, ou seja, são diplóides e seu número cromossômico é 2n=4. No ínicio da meiose, cada cromossomo está constituído por dois filamentos(Cromátides irmãs) unido pelo centrômero, indicando que antes de a divisão começar ocorreu uma duplicação cromossômica. Os cromossomos homólogos emparelham-se e condensam-se, tornando progressivamente mais curtos e grossos. Cada conjunto formado pelos dois cromossomos homólogos duplicados e emparelhados é denominado bivalente ou tétrade.
Quando o envoltório nuclear se desintegra, os bivalentes ficam livres no citoplasma e prendem-se às fibras do fuso que se formou durante a fase inicial do processo de divisão. Cada cromossomo de um bivalente prende-se a fibras de pólos opostos, de modo que um dos cromossomos do par, com suas duas cromátides, fica unido a um dos pólos, o mesmo ocorrendo com o outro em relação ao pólo oposto. Lembre-se que na Mitose cada cromossomo prende-se individualmente a fibras de ambos os pólo do fuso, de modo que uma das cromátides fica unida a um os pólos e a cromátide-irmã, ao pólo oposto.
Umas vez que unidos aos fuso, os cromossomos são puxados para os pólos, o que faz os homólogos de cada bivalente se separarem. Um deles, com suas duas cromátides unidas pelas, migra para um dos pólos da célula e o outro migra para o pólo oposto. Assim, na primeira divisão da meiose, as cromátides-irmãs para o mesmo pólo do fuso unidas pela região do centrômero. Relembre que na mitose, são cromátides-irmãs que migram para pólos opostos após a separação do centrômero.
Ao atingirem os pólos das células, os cromossomos descondensam-se e originam dois núcleos-filhos, um em cada pólo celular. A célula divide-se em duas, cada uma delas contendo um dos núcleos-filhos. Cada um dos núcleos contém dois cromossomos, constituídos por duas cromátides-írmãs unidas pela região do centrômero. Comparando esses novos núcleos com o núcleo original, podemos ver que o número de cromossomos reduziu-se à metade: na célula que iniciou a meiose havia quatro cromossomos, todos com duas cromátide; após a primeira divisão a meiótica, cada um constituído por duas cromátides.
As células formadas na primeira divisão da meise iniciam a segunda divisão da meiose sem que ocorra nova duplicação cromossômica. A segunda divisão meiótica é indêntica à mitose: os cromossomos condensam-se, o envoltório desintegra-se e os cromossomos ligam-se às fibras do fuso. Cada cromossomo prende-se a fibras de ambos os pólos, com uma das cromátides unida a um dos pólos e a cromátie-irmã unida ao pólo oposto.
As cromátides-irmãs são puxadas para pólos opostos, onde se organizam e os núcleos, dois em cada célula. assim, a partit da célula com quatro cromossomo(2n ou diplóide) que inicou o processo, formam-se quatro celulas com dois cromossomos(n, ou haplídes).
Diversas espécies estudadas nos primeiros anos do século XX mostraram que a meiose é um processo universão e que ocorre em todos os organismos com reprodução sexuada. Essa generalização viria a constituir um dos mais importantes fundamentos da Genética. A meiose contrabalança a fecundação e permite a manutenção do número de cromossomo ao longo das gerações.
Apesar de os processos de divisão nuclear serem os mesmos na meiose que origina os espermatozóides( Espermatogênese e na que origina os óvulos, ovulogênese), a divisão do citoplasma, no primeiro caso, é eqüitativa, isto é, formam-se quatro células de igual tamanho, cada uma delas originando um espermatozóide. Na ovulogênese, a primeira divisão meiótica origina uma célula grande, contendo praticamente todo o citoplasma, denomidada corpúsculo polar, ou glóbulo polar. Na segunda divisão meiótica o processo se repete, com a célula grande dando origem a duas células-filhas de tamanhos desiguais: uma grande origem, com quase todo o citoplasma e que dará origem ao óvulo, e outra praticamente sem citoplasma, um segundo corpúsculo polar. Os corpúsculos polares degeneram e não têm papel algum da reprodução, a não ser o de reduzir o número de cromossomos do futuro gameta feminino.
Nos nematóides, como Parascaris equorum, a célula que dará origem ao óvulo inicia a meiose apenas após a fecundação( Entrada do espermatozóide). Ocorrendo fecundação, a meiose feminina de P. equorum ocorre originando o núcleo haplóide do óvulo, denomidado pronúcleo feminino. Os cromossomos começam, então, a condensar-se tanto no pronúcleo feminino quanto no núcleo do pronúcleo masculino(espermatozóide), preparando-se para a primeira divisão mitótica do ovo fertilizado(zigoto). No citoplasma do óvulo forma-se um fuso único. Os envoltórios de ambos os pronucleos desintegram-se e os cromossomos de origem materna e de origem materna espalham-se no citoplasma prendendo-se em seguida, no fuso. Cada cromossomo, materno ou paterno, prende-se a fibras de ambos os pólos, ficando com uma de suas voltada para o pólo oposto. Dois lotes indênticos de cromossômo, então, se separam para os núcleos os núcleos da células-filhas; cada um contém dois cromossomos de origem materna e dois de origem paterna. Reconstitui-se, assim, por meio da fecundação contrabalança a redução cromossômica ocorrida na meiose.
Em 1885, o biólogo alemão August Friedrich Leopold Weisman (1834-1914) propôs uma hipótese para explicar a constância do número de cromossomos de uma geração para outra. Ele previu acertadamente que na formação dos gametas devia ocorrer um tipo diferente de divisão celular, em que o número de cromossomos das células-filhas seria reduzido à metade. Esse processo é atualmente conhecido como Meiose.
Na época, as observações mais importantes sobre o compotamento dos cromossomos na formação dos gametas estavam sendo realizadas no verme nematóide Ascaris Megalocephala, atualmente chamado de Parascaris equorum, a lombriga de cavalo. As células desses vermes apresentam apenas quatro cromossomos de grande tamanho, o que facilita seu estudo.
Três citologistas merecem referência especial nos estudos pioneiros sobre os cromossomos na meiose: os biólogos alemães Theodor Heinrich Boveri (1862-1915), Wilhem August Oskar Hertwig (1849-1922) e o biólogo belga Edouard van Beneden (1846-1912). Eles descobriram que durante a formação doa gametas, ocorrem duas divisões celulares sucessivas as outras, após uma única duplicação cromossômica, de modo que as quatro células-filhas formadas ficam com a metade do número de cromossomos existentes na célula original, como Weisman previu o que deveria acontecer. Essas duas divisões consecutivas, semelhantes à mitose, compõem o processo de meiose(Do grego meíosis, diminuição).
Meiose.
As células que dão origem a gametas são denominadas células germinativas. Em Parascaris equorum, elas apresentam dois pares de cromossomos, ou seja, são diplóides e seu número cromossômico é 2n=4. No ínicio da meiose, cada cromossomo está constituído por dois filamentos(Cromátides irmãs) unido pelo centrômero, indicando que antes de a divisão começar ocorreu uma duplicação cromossômica. Os cromossomos homólogos emparelham-se e condensam-se, tornando progressivamente mais curtos e grossos. Cada conjunto formado pelos dois cromossomos homólogos duplicados e emparelhados é denominado bivalente ou tétrade.
Quando o envoltório nuclear se desintegra, os bivalentes ficam livres no citoplasma e prendem-se às fibras do fuso que se formou durante a fase inicial do processo de divisão. Cada cromossomo de um bivalente prende-se a fibras de pólos opostos, de modo que um dos cromossomos do par, com suas duas cromátides, fica unido a um dos pólos, o mesmo ocorrendo com o outro em relação ao pólo oposto. Lembre-se que na Mitose cada cromossomo prende-se individualmente a fibras de ambos os pólo do fuso, de modo que uma das cromátides fica unida a um os pólos e a cromátide-irmã, ao pólo oposto.
Umas vez que unidos aos fuso, os cromossomos são puxados para os pólos, o que faz os homólogos de cada bivalente se separarem. Um deles, com suas duas cromátides unidas pelas, migra para um dos pólos da célula e o outro migra para o pólo oposto. Assim, na primeira divisão da meiose, as cromátides-irmãs para o mesmo pólo do fuso unidas pela região do centrômero. Relembre que na mitose, são cromátides-irmãs que migram para pólos opostos após a separação do centrômero.
Ao atingirem os pólos das células, os cromossomos descondensam-se e originam dois núcleos-filhos, um em cada pólo celular. A célula divide-se em duas, cada uma delas contendo um dos núcleos-filhos. Cada um dos núcleos contém dois cromossomos, constituídos por duas cromátides-írmãs unidas pela região do centrômero. Comparando esses novos núcleos com o núcleo original, podemos ver que o número de cromossomos reduziu-se à metade: na célula que iniciou a meiose havia quatro cromossomos, todos com duas cromátide; após a primeira divisão a meiótica, cada um constituído por duas cromátides.
As células formadas na primeira divisão da meise iniciam a segunda divisão da meiose sem que ocorra nova duplicação cromossômica. A segunda divisão meiótica é indêntica à mitose: os cromossomos condensam-se, o envoltório desintegra-se e os cromossomos ligam-se às fibras do fuso. Cada cromossomo prende-se a fibras de ambos os pólos, com uma das cromátides unida a um dos pólos e a cromátie-irmã unida ao pólo oposto.
As cromátides-irmãs são puxadas para pólos opostos, onde se organizam e os núcleos, dois em cada célula. assim, a partit da célula com quatro cromossomo(2n ou diplóide) que inicou o processo, formam-se quatro celulas com dois cromossomos(n, ou haplídes).
Diversas espécies estudadas nos primeiros anos do século XX mostraram que a meiose é um processo universão e que ocorre em todos os organismos com reprodução sexuada. Essa generalização viria a constituir um dos mais importantes fundamentos da Genética. A meiose contrabalança a fecundação e permite a manutenção do número de cromossomo ao longo das gerações.
Apesar de os processos de divisão nuclear serem os mesmos na meiose que origina os espermatozóides( Espermatogênese e na que origina os óvulos, ovulogênese), a divisão do citoplasma, no primeiro caso, é eqüitativa, isto é, formam-se quatro células de igual tamanho, cada uma delas originando um espermatozóide. Na ovulogênese, a primeira divisão meiótica origina uma célula grande, contendo praticamente todo o citoplasma, denomidada corpúsculo polar, ou glóbulo polar. Na segunda divisão meiótica o processo se repete, com a célula grande dando origem a duas células-filhas de tamanhos desiguais: uma grande origem, com quase todo o citoplasma e que dará origem ao óvulo, e outra praticamente sem citoplasma, um segundo corpúsculo polar. Os corpúsculos polares degeneram e não têm papel algum da reprodução, a não ser o de reduzir o número de cromossomos do futuro gameta feminino.
Nos nematóides, como Parascaris equorum, a célula que dará origem ao óvulo inicia a meiose apenas após a fecundação( Entrada do espermatozóide). Ocorrendo fecundação, a meiose feminina de P. equorum ocorre originando o núcleo haplóide do óvulo, denomidado pronúcleo feminino. Os cromossomos começam, então, a condensar-se tanto no pronúcleo feminino quanto no núcleo do pronúcleo masculino(espermatozóide), preparando-se para a primeira divisão mitótica do ovo fertilizado(zigoto). No citoplasma do óvulo forma-se um fuso único. Os envoltórios de ambos os pronucleos desintegram-se e os cromossomos de origem materna e de origem materna espalham-se no citoplasma prendendo-se em seguida, no fuso. Cada cromossomo, materno ou paterno, prende-se a fibras de ambos os pólos, ficando com uma de suas voltada para o pólo oposto. Dois lotes indênticos de cromossômo, então, se separam para os núcleos os núcleos da células-filhas; cada um contém dois cromossomos de origem materna e dois de origem paterna. Reconstitui-se, assim, por meio da fecundação contrabalança a redução cromossômica ocorrida na meiose.
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